Ti Marina

Acordar descontraí­do ao Sábado, é sempre bom. O que não é bom é acordar tarde sem ter ido ao Gongfu. Aliás, o que é mau mesmo é chegar ao fim da semana sem energia nenhuma para ir. O Godfather teve que ir levar o carro í  oficina, também não foi. O Cunhado continua sem mota para vir. Nenhum de nós foi.

Tomámos o pequeno almoço e vimos um filme giro do Ang Lee, chamado “The Ice Storm”. Nada de absolutamente fantástico, mas giro. Gostei especialmente das imagens do gelo e do combóio a começar a arrancar por cima dos carris completamente gelados.

Depois resolvemos ir dar uma volta. Fomos a Lisboa, í  Baixa. E voltámos com menos dinheiro. Eu trouxe o “Hergest Ridge”, do Mike Oldfield. Sim, claro que já tinha, mas este é a versão remastered em HDCD. Trouxe ainda o “Songs from the Wood”, dos Jethro Tull e o “Quake III: Team Arena”.

Ainda comprei roupa, para gáudio da Dee. Comprei quatro camisolas, nada de especial, mas são giras… e um pouco de mudança para mim: duas delas são cor de laranja. Vamos lá ver se as uso tanto quanto uso a minha ruopa cinzenta, preta, azul escura ou verde-tropa.

Chegámos a casa mesmo quando desatava a carguejar novamente. Chuva, entenda-se.

Vimos outro filme, desta vez “The Spanish Prisoner”, do David Mamet. Uma tí­pica con-story, gira, mas bastante previsí­vel. Embora estas histórias me incomodem porque odeio sentir aquela sensação de que o tipo do filme está a ser completamente embarretado da cabeça aos pés e não repara, continuo a gostar deste tipo de filmes, sobretudo quando são retorcidos.

Ao fim do dia experimentei o “Team Arena”, que entre nós começa a ser conhecido por Ti Marina, como não podia deixar de ser. Fiquei boquiaberto com alguns ní­veis. Alguns dos mapas novos são gigantescos, têm que se percorrer kilómetros para chegar í  base inimiga. Aliás, um deles chama-se mesmo “distant screams”. Gostei, agora tenho que começar a jogar online para dar mais piada í  coisa.

Fecho da noite com mais uma crise de falta de ar. Desta vez, curta e rapidamente suprimida pelo Combivent, que usei pela primeira vez. Funcionou bem. Antes de me deitar, estive no chat com o Godfather e o Tony, no site da YMAA Portugal.

Ainda me sentei uns minutos na sala e vi na BBC um documentário sobre a web, onde, infalí­velmente, falavam mal da Microsoft e das suas práticas anti-standard e monopolistas.

 

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Reuniões e Glocks

Mais um dia a começar com uma reunião. Hoje os nossos despertadores não tocaram e tanto eu como a Dee estavamos na cama escassos minutos antes do Godfather chegar para irmos para Lisboa. Fomos a uma reunião gira, que começou com o cliente sem a menor ideia do que queria no site e acabou com dois sites completamente definidos.

Saí­mos e como estavamos no Chile, fomos pela Almirante Reis até í  Portugália, almoçar. Adoro os bifes í  Portugália, mas infelizmente, a viagem de barco que se seguiu, com o mar todo picado, deixou-me muito mal disposto.

Nada que não tenha passado depois de uma viagenzinha de carro, com vidro aberto e a cantar com a cassete de Supertramp no máximo.

De regresso a casa, peguei na maquete que ontem não saí­a nem por nada e não parei até í s dez da noite. Acho que está a ficar gira e amanhã devo conseguir acaba-la. Pena ser sábado, mas não se pode ter tudo.

Ao fim do dia fartei-me do meu teclado Logitech, que desde ontem que tinha o space a funcionar mal e fui a uma loja aqui das redondezas comprar um daqueles Acer super-simples, mas que dão para o gasto. Pena isto ter três teclas idiotas de power management e que isso tenha feito as teclas home, insert, etc, descer uma fila… agora carrego sempre no insert quando querlo delete, no home, quando quero end e etc. Mas ok, habituar-me-ei.

Acabei por fazer um jantar simples de bifes e sentar-me com a Dee a ver um bocadinho do “Die Hard”, em DVD, emprestado pelo Cunhado. Já andava com saudades do filme. Acho especial piada agora reconhecer não só a Beretta do John McLane, mas também as Heckler & Koch MP5 dos terroristas, a Glock do Hans ou a Steyr Aug do Karl.

E pronto, aqui estou a escrever o blog, para não deixar passar demasiado tempo sem o actualizar… noto que este novo teclado é até bastante porreiro… no entanto, embora o space funcione, o que é uma vantagem sobre o Logitech marado – noto que faz um squeak cada vez que lhe acerto… é um bocado irritante, espero que deixe de fazer em breve.

 

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Stress

Hoje foi um daqueles dias de stress horriveis, com uma maquete para fazer e absolutamente sem ideias. Foi uma seca.

Estamos três no mesmo projecto. A Dee fez duas maquetes e ao fim do dia o Pato já tinha uma feita também. Faltava eu e simplesmente não tive ideias.

A meio da tarde fiquei a saber que o Tony já colocou online o site da YMAA Portugal. Fez um excelente trabalho e se alguma vez sentirem curiosidade sobre o Gongfu de que falo tantas vezes, não deixem de consultar este site, já que a YMAA é a Yang’s Martial Arts Association, a minha escola de Gongfu. Podem ver o site em www.ymaaportugal.com, por enquanto apenas ainda em inglês.

Chegado o fim do dia, estava a preparar-me para ficar a sofrer com a porcaria da maquete, mas decidi ir ao Gongfu, precisamente. Estava mesmo a ver que a maquete não ia a lado nenhum e só ia ficar em frente ao computador a sofrer. Fui í  aula e fiz muito bem. Treinámos Qin na, uma matéria em que tenho bastantes dificuldades. No final da aula, com a sala vazia, fiz a Lian Bu Quan (até onde a sei), mais o godfather. Acho que está a melhorar.

 

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Kalinka

Informação importante para quem só toma banho em anos bissextos: faltam 3 anos para o próximo duche.

Com um trabalho novo aprovado, parti com o Godfather para Lisboa, para termos aquilo que eu gosto de chamar “reunião”, mas que os clientes adoram chamar “briefing”.

À tarde viemos para minha casa trabalhar. Já ao fim do dia, lançámo-nos na nossa primeira experiência “a sério” para fazer desenhos animados em Flash. O godfather desenhou uma sequência de nove desenhos. O importante aqui era sabermos até que ponto é ou não fácil pegarmos em desenhos nossos a tinta da China e fazermos animações em Flash.

Revelou-se bastante mais fácil ainda do que tinhamos pensado. A Dee digitalizou os desenhos, porque o meu scanner não está a funcionar. Passámos os desenhos no streamline, que é uma limpeza, depois o Flash reconheceu a sequência e importou os EPS todinhos na ordem certa. Colocámos tudo no sí­tio, pintámos, alinhámos o chão, animámos uma sombra e fizémos um cenário. A seguir foi preciso converter uma música de MP3 para WAV, editar o bocadinho que queriamos para fazer loop e adicionar.

E pronto, não está perfeito, mas está feito. Está online. Se tiverem o Flash instalado (versão 4, neste caso), não percam o Kalinka.

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Snatch

Hoje é Carnaval. Detesto o carnaval. Adiante.

Levantei-me tarde, depois de ontem ter ido para a cama tarde e cansado. Arranjei um pequeno almoço de Choco Krispies e fui para a sala com a Dee ver o “Snatch”, que o Cunhado nos tinha cá deixado ontem.

É genial. É quase tão bom como o “Lock, Stock and Two Smoking Barrels”, só não é tão bom, porque acho que o Lock Stock tinha uma história mais hermética, mais “tight”, mais definida.

O meu personagem preferido é provavelmente o Four Fingers, interpretado pelo Benicio del Toro. Não sei porquê, mas gostei mesmo muito do personagem, do sotaque, da ideia do guarda roupa que ele tem na carrinha… E o Brad Pitt, que tem vindo a subir na minha consideração, sobe mais uns pontos com este filme.

Em parte, não duvido que o mérito seja do Guy Ritchie, que fez um papel do caraças para o Pitt, mas ele próprio tem direito a ser creditado por uma boa interpretação, sem dúvida.

Pena é o Ritchie ter-se casado com a Madonna e estar prestes a enfia-la desde já no seu próximo filme, mas adiante se verá se ele mantém a sua capacidade de fazer personagens bons para actores maus (não esquecer que muitos personagens do Lock Stock são interpretados por amadores, muitos dos quais verdadeiros gangsters das ruas de Londres).

Cena preferida? Só podia ser uma, o Cunhado já tinha adivinhado quando me entregou o filme ontem e só tive pena de já a conhecer por ter visto na MTV, ou coisa do género… a cena em que o Vinnie Jones, ou melhor, Bullet Tooth, é confrontado com duas replicas de pistolas. E muito educadamente explica que aquelas armas dizem “replica” no cano, enquanto a dele diz “Desert Eagle .50”.

Acabámos a tarde a terminar o “Escape from Monkey Island”. Ficou-me o sabor de que o anterior era mais giro.

Fomos jantar com os meus pais í  noite e depois, sob alguma chuva, voltámos para casa, respirar fundo para retomar a semana… semanas com feriados a meio são um bocado estranhas.

Amanhã vou tirar sangue para análise, para ver se se descobre a causa das minhas crises de falta de ar.

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