Socorro! Pessoas!!

Ontem foi “carnaval”. Desconheço a origem, mas detesto. Embora me agrade a ideia de ainda existirem festas pagãs, se bem que não sejam consideradas feriados nacionais, obviamente, como as religiosas.

Odeio o carnaval. Não garanto que sempre tenha odiado, lembro-me de gostar de serpentinas e papelinhos… mas também nunca o carnaval esteve tão decadente como está agora.

Ontem ao fim da tarde resolvemos ir dar uma volta e esquecemo-nos que dia era. Acabámos a descer uma das avenidas principais de Almada, com trânsito cortado por causa de uma gigantesca feira de patetas. Roulottes de bifanas e churros por todo o lado, palhaços, literalmente, passeando-se rua acima-rua abaixo e putos mascarados de ninjas por todo o lado (mas porquê ninjas? cheira-me que os bazares dos chineses introduziram qualquer coisa neste departamento).

Em altos berros, de um palco no meio da rua, música… espanhola.

Ao fim e ao cabo, sendo suposto, de certa forma, as pessoas libertarem-se das regras do dia-a-dia no carnaval, ei-las todas no mesmo sítio, a fazer as mesmas coisas, dentro das mesmas fantasias compradas no toys’r’us ou nas lojas dos chineses.

No meio daquilo todo, eu e a Dee, vestidos “normalmente” a dar uma volta, eramos os estranhos.

Sobretudo, detesto estar rodeado por tanta gente… faz-me pensar em M4s com mira telescópica.

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Mais um system crash

Já passei por isto muitas vezes. Até mesmo vezes demais… a minha paciência já não é o que era, agora chego à uma da manhã, desligo e vou para a cama.

Ocasionalmente, no Inverno, o meu computador de casa, o FMJ, boota com o écran todo a piscar em lindos gráficos aleatórios, quadradinhos coloridos, barras verticais e outras coisas que tais.

A solução para isto é apenas uma: o velho desligar e voltar a ligar. Claro que isto também é pouco saudável, sobretudo com um sistema operativo reles como o windows, com um file system da treta.

Resultado desta operação na sexta-feira passada: tudo marado. Boot, viste-a.

A recuperação destes problemas é 200 vezes mais complicada pelo simples facto de usar windows. Na instalação, o windows corre sempre o scandisk, a menos que corramos o setup com a flag /is (um parâmetro interessante, que creio possa significar “ignore scandisk”, já se quisermos saltar o registry scan devemos usar /nr que parece significar “no registry”… há uma certa “lógica do acaso” nos parâmetros do setup do windows, ou é impressão minha?). Claro que várias vezes já me aconteceu que o scandisk se passa completamente e vai, lentamente, destruíndo os meus dados com lost clusters e cross-linked files que nem sei se existes, se são apenas imaginação do sd.

Desta vez aconteceu-me precisamente isso. E portanto corri o setup com /is, o que resultou em “nem penses”. Portanto posso ignorar o scandisk com um parâmetro do setup, claro… mas isso não significa que o setup corra. Pelo menos desta vez. Noutra altura qualquer poderá surgir um comportamento qualquer diferente. Esta é uma das mais avançadas tecnologias do software da Microsoft: os comportamentos erróneos aleatórios (CEA). Em resumo: quando as coisas correm mal, o mais certo é ser um problema que nunca vimos antes, ou se for parecido com outro, nunca é exactamente igual.

Depois de uma batalha de vida ou de morte, consegui re-instalar o windows. A solução passou por pura e simplesmente apagar o windows anterior do disco e instalar um completamente de novo. A minha técnica experimental de mudar o nome da directoria ‘WINDOWS’ para ‘MERDA’, não funcionou…

…mas pelo menos deu para me rir quando a certa altura corri o setup e ele me perguntou se eu queria instalar para uma directoria nova, ou para C:\MERDA

Com o windows completamente instalado de novo, começa a dolorosa tarefa de verificar o que é que está e não está a funcionar. Programas dos que espalham DLLs por todo o lado, foram ao ar, evidentemente. As drivers estão todas desactualizadas. Começo sempre pela rede; tenho uma bíblia sagrada do internet connection manager, impressa do annoyances.org e que funciona sempre: nunca mais passei cinco horas a tentar fazer o internet connection manager funcionar.

Enfim. Agora está a “funcionar”, sendo que “funcionar” e “windows” são dois conceitos que não se relacionam…

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Plágio

O plágio é uma coisa desagradável… muito desagradável. Para o plagiado, claro. Em Portugal, plagiar é divertido e toda a gente adora fazê-lo.

Hoje, acidentalmente, a visitar um site da concorrência deparei com as minhas FAQs… outra vez! Já não era a primeira vez que via, as FAQs que eu escrevi para o site da nitro, repetidas na íntegra, mudando uma ou duas palavras, no site de outra empresa.

É assim nesta página:

http://www.webuild.pt/faq.asp

Depois de discutir isto com o Pato e de ter mandado um mail aos infractores, ela resolveu colocar uma frase inteira da nossa FAQ no google e pesquisar.

Deu com isto:

http://www.design.online.pt/suporte.html

E com isto ainda:

http://pwp.netcabo.pt/0423859901/faqs.htm

Mais DOIS sites. As faqs são copy/pate das nossas, este último usa inclusivamente a imagem de “voltar ao topo” do nosso site.

Alguns dizem mesmo coisas que não têm nada a ver com a empresa em questão, como é óbvio, porque as FAQs foram escritas sobre a NITRODESIGN!

Como é que se pode ser tão reles?!

Mas será que ninguém consegue sentar-se e escrever uma FAQ??

Será que mais ninguém sabe escrever, têm que COPIAR estupidamente? O meu mail para estes senhores foi o mais diplomático possível, mas o que penso do que eles fizeram, não é nada diplomático mesmo.

Posso ser muito naïf, mas não compreendo como é que as pessoas se sentem bem consigo mesmas fazendo isto.

Aliás, não sei como pensam que ninguém dá por nada…

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Fim de semana marcial

Este fim de semana foi quase exclusivamente dedicado às artes marciais e terminou com o meu exame final do primeiro nível de Shaolin.

No sábado de manhã tivemos um treino físico que me provocou um ligeiro ataque de asma. Comigo é assim: quando não é uma ciosa, é outra…

Seguiu-se um intenso treino para o exame. Shang xia zhi, para ser mais exacto. Treinei com o Tritão e recebi diversas correcções dos colegas mais graduados que estavam a dirigir o treino.

Não fiquei assim 100% covencido de que tinha treino para passar, mas sabia que não ia conseguir muito melhor até ao exame (no dia seguinte, portanto).

À tarde fui até ao Nitrorium ver como ia a desgraça e deparei com um cenário deprimente. O tecto já tinha caído num grande círculo em torno da zona que pinga, o chão estava completamente alagado, com água já a chegar ao masmas.

Voltei lá à noite, em vez de ir, por exemplo, até casa dos meus pais ver o Benfica recuperar de um 2-0, para ganhar 2-6 ao Vitória de Setúbal. A situação estava ainda pior e quando saí, deixei quase todos os computadores e tomadas em cima das mesas, menos o meu e o masmas e desliguei o quadro, porque, no geral, segundo sei, electricidade e água não combinam bem.

Cheguei ao fim do dia com uma disposição pouco simpática.

Hoje dormi bem de manhã, para descansar e estar ok para o exame. Doía-me um pouco o joelho direito, mas nada de preocupante.

Preocupante foi o oceano que encontrei no nitrorium quando lá fui fazer a vistoria da manhã. Já estava uma verdadeira sopa a um dos cantos. Tirei o masmas para cima da mesa e a minha máquina também e estive a dar ao braço com a esfregona em punho, para tentar retirar toda a água que se acumulara no canto durante a noite.

Depois de comer um tostazinha mista, parti para a Academia onde tivemos uma aula de 3 horas de Taijiquan. Basicamente demoráms 3 horas a executar a primeira parte da forma clássica Yang. As correcções e detalhes foram múltiplos.

Foi uma aula-estágio, dada pelo Pedro Rodrigues, que é director da escola em Portugal e que normalmente lecciona na filial da Amadora.

O Taiji terminou às 18 e os exames ficaram marcados para as 18:30.

Depois de alguns colegas terem tido a sua oportunidade, fui eu chamado. Aproximei-te com o Tritão e fiz o exame. E passei.

Ao fim de três anos e três meses, finalmente, passei para o segundo nível de Shaolin. E isto não significa que seja agora alguma espécie de especialista nas matérias que completei do primeiro nível. Significa apenas que agora tenho a responsabilidade de as aprender ainda melhor.

Ao mesmo tempo terei a oportunidade de aprender coisas novas. Nomeadamente, segundo o manual, cinco técnicas de pontapés, três bases fundamentais, cinco qin nas, cinco fighting forms, dez técnicas de “short defense”, a Gong li quan (sequência de potência) e a Qi mei gun (sequência de bastão). Penso que será isso, mas saberei quando começar, finalmente, a treinar o segundo nível.

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Raindrops keep falling on my head

A chuva não pára e não parando a chuva, não se podem fazer as reparações necessárias para que deixe de chover no nitrorium.Hoje começou a cair o tecto.

Hoje foi o primeiro dia de trabalho oficial nas novas instalações de Almada da Nitrodesign.

O Tritão foi o primeiro a chegar, fazendo disparar o alarme :-)

A situação resolveu-se.

Eu fui levar a minha vacina (já ando nisto há quase um ano) e parece que, definitivamente, já aguento 1 ml. da coisa de cada vez sem ter reacções adversas.

Juntei-me então ao Tritão e à Dee para o nosso primeiro dia de trabalho em conjunto no novo escritório. Ainda há muitas coisas por acabar… a rede tem que ser montada como deve ser, o chão ainda não está bem limpo, uma das paredes ainda deve vir a ser azul e… claro, o tecto, o tecto está a cair.

O senhorio mostrou-se bastante compreensivo e fez-nos uma proposta de redução da renda como compensação, o que, creio, pelo menos mostra alguma boa-fé. Agora temos que esperar que pare de chover para verificar que realmente aquilo é mandado arranjar.

Mas por azar, cada vez chove mais.

Hoje ainda fiquei a saber que, apesar de ter deixado passar a data de inscrição do exame, vai ser possível apresentar-me no Domingo. Vou fazer exame de sheng xia zhi, para terminar a minha graduação no primeiro nível de Shaolin.

Já lá vão mais de três anos que comecei…

Agora vou ver se durmo, porque amanhã vou treinar para o exame.

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