A loop is a loop is a loop

Estava a enfiar entradas de 1999 no Movable type e deparei com esta entrada minha de 12 de Novembro, de 1999, precisamente:

“E também, já agora, se sexta-feira fizesse parte do fim de semana (que actualmente engloba apenas “sábado” e “domingo”), teria que se chamar outra coisa (voto em “Alguidar”), pelo que passaríamos a ter: segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, alguidar, sábado e domingo.

Não percebo porque somos o único país no mundo com esta designação para dias da semana: “feira”. Porquê feira??

Em várias outras línguas, segunda-feira é o dia da Lua. Como por exemplo em inglês “Moon Day” – “Monday”, ou em Francês “Lundi” “Lune Die”, sendo o “die” (como sabemos em francês “dia” diz-se “jour”), ainda reminiscente do latim. Até em Espanhol se diz “Lunes” que se percebe imediatamente ter algo a ver com a Lua.

Nunca percebi o raio dos nomes dos dias da semana, incluindo sábado e domingo, se querem que vos diga… bom sábado… sabath e tal, mas domingo não compreendo e sobretudo não compreendo a história de termos seis “feiras”. Expliquem-me por favor! ”

Como vêm eu não minto, há mesmo coisas que me preocupam profundamente… e me acompanham ao longo de toda a vida, sempre sem resposta. E além disso, “alguidar” é mesmo provavelmente a minha palavra preferida.

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Tristezas & alegrias

O meu título de hoje parece o título de um artigo da Crónica Feminina, não parece? Ainda alguém se lembra da Crónica Feminina?

Acho que há várias coisas tristes em Portugal, aliás, Portugal é um país triste – isso é dado adquirido e toda a gente sabe.

Uma das coisas que me estava a chatear ontem, enquanto estava deitado na cama com cólicas intestinais de violência considerável foi o caso dos dias da semana.

Peguemos nesse tão odiado primeiro dia útil da semana: em inglês: “monday”, em francês “lundi”, em alemão “montag” em espanhol “lunes”. Creio não me ter enganado em nenhum e se também não me falha o indoeuropeu, todos significam “dia da lua”. É bonito, é poético.

E em português? “segunda-feira”! Sim senhor, segunda-feira. Que, não espantosamente, é seguida de terça, quarta, quinta e sexta-feiras.

Ficou a faltar, obviamente, a “primeira-feira” e ainda a “sétima-feira”.
Não faço ideia porque é que nas mais variadas linguas europeias a segunda-feira é o dia da lua e muito menos sei porque raio os dias úteis em Portugal têm nomes tão desinteressantes.

Bom, é claro que são os dias em que havia feira (imagino), mas sinceramente…

Mas pronto, nem tudo é mau, por exemplo, descobri hoje que o Bruno até tem escrito umas coisas e ainda por cima umas coisas acertadas e até talvez algumas coisas que eu subscrevo, mas que nunca escrevo, porque me recuso a mencionar a existência de certas coisas, que existem, mas que assim sendo, me fariam voltar rapidamente ao assunto das “tristezas nacionais”.

Portanto hoje descobri que me faltava um link, é o link para o diário do Bruno. E o dia em que se ganha um link para o “open in tabs” matinal, é um bom dia.

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Isto não é um blog!

A Kat escreveu ontem uma entrada no não-blog dela que tenho que subscrever a 100%. É um manifesto!

No meio desta confusão toda da imprensa, polí­ticos e companhia com os weblogs, já dei comigo a dizer “blog” como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Mas a Kat chamou-me í  razão! Felizmente.

ISTO NíƒO É UM BLOG!

Gostaria de recrutar toda a velha guarda que por aí­ anda para escreverem um post no vosso site entitulado “Isto não é um blog”. Não se esqueçam de linkar para a entrada da Kat, o link é este: http://velouria.org/archives/000276.html

Hasta la victoria, siempre! :-)

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Party like it’s 1999

Nos últimos dias tenho tido a energia que até então me tinha faltado para colocar online mais um pedaço dos meus arquivos. Assim, estão agora online os registos do Macacos Sem Galho, desde Março de 1999 até Outubro de 1999, inclusive.

No meio desta exploração deparei-me com algumas pérolas, como aquela vez que fomos ao Monumental ver “The Mummy” e ao nosso lado estava um fulano que cheirava putrefactamente mal, tão mal que as pessoas à volta dele se começaram a ir embora e foi uma odisseia, assistir ao filme com aquele pivete ali.

Também passei por alguns maus bocados, como a aventura da Ripley, que não me apetece repetir, porque ainda me assombra. Ou o sofrimento atroz que passei quando fui professor no Arco (apesar de adorar os meus alunos, odiava dar aulas).

Quatro anos, são e não são muito tempo, enfim… tudo depende do ponto de vista.

Hoje de manhã fui com o Artur para o Forum, numa de meio conselho/meio apoio moral, dar uma ajuda na compra de um novo sistema de home theatre (sim eu escrevo theatre à uk, sou posh like that). Depois de algumas voltas e dúvidas acho que a compra acabou por ser excelente e ficou-se por um televisor de plasma de 107 cm da Samsung, um amplificador/descodificador surround da Sony, um conjunto de colunas com subwoofer activo tudo de 100 W/canal, da Monitor Audio e ainda uma mesa para o TV verdadeiramente espectacular.

O vendedor da Fnac ainda aproveitou para vender uns cabos super-cromos, com fichas douradas e blindagem que talvez fossem dispensáveis, mas cabiam no orçamento e são giros. :-)

Amanhã vêm entregar tudo aqui ao lado e eu vou lá estar para a inauguração com 20 dos meus minutos preferidos de cinema para testar o setup: a cena de abertura do Saving Private Ryan.

Entretanto, os meus níveis de stress andam visivelmente acima da média outra vez e como bom agarrado, só penso em Seroxat a toda a hora.

Em vez disso fui dar uma longa volta com a Dee e acabámos a jantar no nosso chinês. A conversa com ela ajudou bastante e pôs-me à vontade quanto a um dos inúmeros assuntos que me andam a incomodar. Bom, ao menos isso… :-)

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O Público sabe!

Diz o público de dia 23 de Junho, pela mão de António Granado, e passo a citar:

“Em Portugal, o fenómeno dos weblogs terá começado no início de 1999. Ao contrário do que podem fazer crer alguns artigos publicados em jornais e revistas nos últimos meses, os blogs sobre jornalismo ou política estão longe de ser a maioria ou de sequer terem iniciado a moda em Portugal. Há alguma discussão entre os cibernautas sobre o que é ou não um weblog mas, seja qual for a definição que adoptemos, entre os primeiros “sites” portugueses a aderir a este fenómeno estão certamente o Macacos Sem Galho, o Gildot.org, o Dee’s Life, o Altas Doses de Cafeína, o Nonio.com, o Velouria.org, o Sonhos Virtuais e o Hiperbock, todos criados ainda no século passado.

Pois é, sim senhor, é verdade. É pena faltar o do Cunhado e o do ADSS, por exemplo e também não vejo lá o da Marciana, que não sei quando começou mas também é bastante anterior a esta moda que há por aàagora, em que até já há idiotas que querem ter uma definição de blog só para eles, onde os outros não entram… que conveniente.

Kudos para António Granado.

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