Bom… eu já sei como estas coisas são e portanto não me agrada anunciar o fim da saga. Não é que dê azar, que eu nem acredito nessas tangas supersticiosas, é mais que eu já sei o que a casa gasta.
Mas pronto, digamos que a saga terminou esta manhã quando me levantei e me meti no carro para ir ao Leroy comprar as chaves que me tinham faltado ontem: uma chave inglesa como deve ser (só tinha uma pequenina), e uma chave allen de 12 mm.
Desmontei a torneira e cedo percebi que aquelas porcas não iam a lado nenhum. Em suma, a chave allen de 12 mm que fui comprar propositadamente para o efeito, serve agora de pisa-papéis.
Sob o olhar atento do Fafonso e do Miguel, via Skype, fui tentando várias coisas mas sempre sem resultado.
Finalmente, restou-me abanar a torneira, bater-lhe, dar-lhe uns safanões com a esperança de que isso soltasse a sujidade que estava a impedir a válvula de retorno da água fria de fazer o seu trabalho.
E não é que funcionou?
O meu pai chama-lhe a “pancada Belga”: é aquela palmada que damos no topo da televisão e – por ilógico que pareça – ficamos com melhor imagem. Ou o pontapé que faz o frigorífico voltar í vida, ou o soco que liga o computador.
E mais uma vez, a pancada Belga salvou o dia. Hoje, o Tiago tomou banho na banheira grande novamente e confesso que, depois de tudo resolvido e quando saí para ir finalmente trabalhar, senti-me como um verdadeiro super-herói.
Agora compreendo como é ser o Super Mario!
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