Uma semana de Joana (yo!)

Já passou uma semana que temos em casa a Joana.

De dia dorme, de noite, dorme, quando tem fome… come.

Tem voz, mas quem diria, raras são as vezes que há berraria.

Dizem que nasceu ensinada, mama com afinco, como se não fosse nada.

O irmão ainda nem lhe tocou, raramente ocupa o mesmo espaço, se pudesse, na casa nova, punha-a a dormir no terraço.

Birras com ele são quase diárias, ouve-se em toda a Almada e muitas são as vezes em que termina tudo com uma palmada.

Mas tem os seus momentos, haja esperança, que mais tarde ou mais cedo, aceite a outra criança.

Este post é parvo, mas eu estou muito cansado, desde que a miúda veio para casa ainda não tenho parado.

Ou são compras, ou entregas, papéis p’ra preencher, coisas p’ra tratar e ainda há o miúdo para ir pí´r e buscar.

Quem diz que licença parental são férias, precisa de se deixar de lérias e apanhar uma dosezinha jeitosa desta vida custosa.

Falta o Tiago, mas como se recusa a tocar na irmã, a foto de famí­lia vai ter que esperar

E agora, para recuperar um pouco da sanidade que por aqui havia deixo-vos apenas com a nossa fotografia.

16 comentários

Joanalogias 1 — Iní­cio

Foi um longo dia, o primeiro da vida da Joana fora da barriga da mãe. Para quem gosta de histórias detalhadas, aqui fica a primeira Joanalogia, a série literalmente irmã dos Tiálogos:

Acordámos uma hora mais cedo que o habitual, prepará-mo-nos e por volta das oito a minha sogra veio cá ter para tomar conta do Tiago. Ele acordou bem disposto e contente de ter a avó a tratar da rotina matinal e ela acabou por ir levá-lo e buscá-lo í  escola, sem sobressaltos.

Seguimos para o Hospital Garcia de Orta, onde a cesariana estava marcada pelo Dr. Saraiva, desde há uma semana.

As coisas andaram todas muito bem — toda a gente foi simpática e prestável; a Dee foi sendo chamada primeiro para o CTG, depois para dar os dados pessoais para o internamento, depois para assinar o termo de responsabilidade da laqueação (acabo de me aperceber que não sei como ficou isso).

Naquele ir e vir, as primeiras duas horas passaram num instante.

Depois foi chamada para o bloco, perto das 11 e já só voltaria a sair quase í s duas da tarde.

Durante todo o tempo, jorraram mensagens, no Twitter e no Facebook que eu ia lendo para me ajudar a manter a ansiedade sob controlo. Quando tiver tempo, hei-de fazer um mural com essas mensagens todas, muitas de gente que apenas nos conhece online, dos blogs e das já referidas redes e que demonstraram uma empatia digna de uma famí­lia unida.

Entretanto, a Enfermeira Tina, que já nem trabalha no HGO, tirou o dia na clí­nica e foi trabalhar para o Hospital para ter a certeza que tudo corria bem. Quando chegou disse-nos que a Joana já devia estar cá fora e de facto, um pouco depois de entrar, já tinha a Joana ao colo.

Nasceu í s 39 semanas, no dia 14 de Julho de 2010 í s 11:44 com 3,150 kg. Apgar 10/10, bochechinhas rosadas e bastante vocal.

Here's what I think about that
Quando a vi pela primeira vez, já abria os olhos, chorava e chuchava no dedo

Como as coisas estavam calmas no bloco de partos, foi-nos dada a hipótese de entrar um pouco e estar com as meninas. Nessa altura, com menos de duas horas cá fora, a Joana já mamava afincadamente e sem hesitação.

Às duas, tive que as deixar e fui almoçar com os meus pais, voltando perto das quatro para o hospital onde andei a vaguear e a tirar fotos até ser hora da visita í s cinco da tarde.

Assim que pude, entrei para as ver. A Joana é muito diferente do irmão quando nasceu e essa diferença tem sobretudo a ver com as duas semanas mais que passou lá dentro (o Tiago nasceu com 37). É maior, mais rechonchuda e mais activa — e reivindicativa, também.

Não gosta de ruí­do e qualquer barulho inesperado a faz estremecer, ou mesmo desatar a chorar. A certa altura o meu telefone tocou e foi um berreiro. Mas acalma-se depressa com uma de duas coisas: maminha e colinho.

My girls
Colo da mãe: a Joana aprova.

Mais ao fim do dia, apareceram os avós, que traziam o Tiago que adorou estar no hospital — um sí­tio que ele vinha repetindo que queria visitar, ultimamente.

Reagiu bem í  irmã, cheio de sorrisos e curioso a olhar para ela, mas era mesmo a mãe que o preocupava e agarrou-se í  Dee a perguntar-lhe se não queria sair dali.

Acabou por aguentar pouco tempo no quarto apertado do HGO (três camas e a Dee parece ter a sina de ficar sempre na do meio), levei-o lá fora onde foi a correr buscar o meu pai e o puxou para “ir ver a Joana”. Como era apenas horário de visita dos pais, os avós não podiam entrar e eu achei que o Tiago ia ficar demasiado agitado, portanto os meus pais levaram-no com eles e eu fiquei mais um pouco.

Mudei a minha primeira fralda a uma menina. E depois mudei a segunda porque, turns out, as meninas também fazem xixi mesmo quando estamos a meio de mudar a fralda. O primeiro banho ficou para amanhã.

No final do horário da visita, saí­, até porque agora já não é como quando nasceu o Tiago em que podia ficar ali até ser corrido pela enfermeira, já que agora tenho que dar jantar e por o Tiago na cama.

Como sempre, custou-me deixar a Dee ali. O conforto não é muito e a privacidade quase nenhuma e ela tem que estar lá sozinha, a recuperar da cesariana e a ter que tomar conta de uma recém-nascida.

Felizmente, as enfermeiras e auxiliares pareceram simpáticas e disponí­veis, contrariamente ao que aconteceu com algumas, na altura do Tiago. Espero que lhes corra bem a noite e sobretudo, que não demore muito até que estejam em casa.

Joana sleeping
Após alguma resistência inicial, aceitou dormir um pouco no berço e deixar a mãe descansar

35 comentários