A bebé-modelo

Nada me faz começar melhor um dia do que os meus filhos.

Se consigo ver a Joana antes de sair, tanto melhor e a miúda é textbook baby material: hoje de manhã acordou quando já estávamos todos a tomar o pequeno almoço. Fui buscá-la ao quarto e dei com ela sentada, quando me viu, pí´s imediatamente um enorme sorriso, quando lhe disse bom dia, bateu palminhas e quando me aproximei para lhe pegar, deitou-me os braços ao pescoço.

E como se tudo isto não bastasse, tem uns pézinhos rechonchudos que só apetece morder.

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Joanalogias – Resistência

A Joana é uma resistente. A Joana é paciente e sempre que consegue, está bem disposta. Quase sempre que chora ou tem a fralda suja, ou tem fome, ou tem sono. Não há cá birrinhas, dentinhos nem cólicas.

Hoje fomos ao Ikea comprar móveis para a casa nova. Passámos cinco horas dentro da loja. Cinco. E a Joana aguentou aquilo tudo, acordada. Acabou por sucumbir ao sono, quando este se tornou mais forte que a curiosidade, quando já estávamos praticamente de saí­da.

Com o irmão, nesta idade, não me lembro de termos conseguido fazer seja o que for que durasse mais de duas horas. Aliás, ainda hoje é complicado. O Tiago farta-se, a Joana, aguenta-se.

Embora ainda sejam ambos muito pequenos, já começamos a notar estas pequenas diferenças.

Aguardo, com ansiedade, para ver que tipo de miúda a Joana vai ser.

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Joanalogias – Truques com as mãos

Agora, com estas coisas dos Facebooks e dos Twitters, um gajo posta uma coisa que daqui a uns tempos já não existe e não regista os acontecimentos no blog, onde ficam a viver mais tempo.

Por isso aqui estou, não só para dizer que quando lhe batemos palmas, a Joana já procura imitar o movimento, toda contente mostrando-se muito interactiva, sempre com uma siposição imbatí­vel.

E o melhor mesmo, foi hoje de manhã, ao colo da mãe, pareceu que tinha respondido ao meu aceno de despedida; pelo sim, pelo não, repeti o movimento e ela, com o seu gigantesco sorriso, voltou a acenar-me.

Também já começou a rebolar mais eficazmente e fica sentada sozinha, sem apoio longos perí­odos… infelizmente, depois decide atirar-se para trás com toda a força, o que ainda não causou nenhum acidente… mas só por sorte.

E pronto, já lá vão sete meses.

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Joanalogias—Seis meses

Escrever, ultimamente, não tem sido uma grande prioridade. Ou melhor… não tenho tido tempo para nada e sentar-me a um computador a escrever um post novo tem mesmo que ficar para sgunda opção (ou terceira, ou quarta…).

E foi assim que, ao contrário do irmão, a Joana salta do post do mês para o dos seis. Bom, a falta de tempo não explica tudo.

A verdade, é que ter dois filhos é completamente diferente de ter só um. Sim, é claro que todas as pessoas que têm dois filhos há muito que dizem isto e – provavelmente – é dos livros. Imagino que ter três também quase nada tenha a ver com ter dois. Mas adiante.

Com a Joana, tudo anda muito naturalmente, calma e pacificamente. Não nos empoleiramos no ombro da pediatra para ver quanto marca a balança e não escrutinamos o boletim, no fim da consulta para verificar os percentis.

Claro que também há uma série de coisas que não precisamos de aprender, porque já sabemos. De mudar as fraldas, a vestir, dar banho, etc.

O choro também não nos faz correr por aí­ além e talvez por isso e por tudo o que já referi, a verdade é que a Joana mantém a sua tendência inicial para a calma.

Agora, de facto, compreendo inteiramente porque se põe tantas aspas nas cólicas dos bebés. Dores de barriga? Sim, claro, de vez em quando é óbvio, mas em quantas situações os papás não concluirão imediatamente: “cólicas”, quando o que se passa é que, evidentemente, com a sua falta de jeito, estão a dar com a criança em doida.

É aquele sí­ndrome que até nos lembramos de ouvir das nossas bocas quando o primeiro nasceu: ele só chora, já tentámos, isto, já mudámos fralda, já tentámos aquilo, já demos leite… E deixá-lo em paz, já tentaram?

Pois.

Com seis meses, a Joana mantém-se firme no percentil 50 de comprimento (ei, eu disse que não ansiava por ver, não disse que não queria saber), mas caiu par ao 25 de peso. Tí­pico desta idade, onde se começam a introduzir sólidos (depende do protocolo, mas no nosso caso, como está em casa com a mãe, é assim).

No dia em que completou os seis meses, foi í  consulta, está constipadí­ssima e passou a dormir no seu próprio quarto de noite.

As duas primeiras noites não correram mal, continuando a acordar para mamar duas vezes apenas e sem choradeiras.

Comer não está a ser muito fácil: gostou da papa láctea que já tinha experimentado há umas semanas, mas vomitou-a em duas ocasiões separadas, pelo que se passou para uma não láctea que ela detesta (já tentámos duas marcas); sopa é mentira e puré de fruta também não lhe agrada por aí­ além.

Hoje comeu um bocadinho melhor, mas ainda há um caminho a percorrer.

Já se senta sozinha há algum tempo e continua com uma força danada nas pernas, de tal maneira que quase que parece que conseguiria ficar de pé sozinha, se a largássemos (mas claro que é só impressão).

Farta-se de sorrir e dá grandes gargalhadas quando lhe fazemos cócegas.

A interacção com o irmão continua a ser apenas ocasional, mas a nossa estratégia de não forçar permite ao Tiago fazer grandes shows de caretas e cócegas í  Joana para a entreter, quando lhe dá para isso.

Enfim, por aqui continuamos completamente consumidos pelos nossos filhos; houve uma promessa de algum tempo livre este fim de semana, mas acabou por haver diversas visitas familiares e lá passou mais um fim de semana preenchido, a fazer a ponte entre uma semana de trabalho para outra.

Eu tenho a impressão que sou casado com uma morena de olhos escuros que anda cá por casa, mas não posso garanti-lo. A ver se um dia deste a encontro no corredor e meto conversa.

Até lá, tenho esta morena de olhos escuros. Vantagens de ter duas miúdas.

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Joanalogias—Um mês

E assim, sem mais nem menos, a Joana completou um mês. E nem foi hoje, foi no dia 14 de Agosto, como é evidente.

A Joana é muito calma, apesar de exigente como qualquer recém nascido. Mas chora pouco; até durante a noite é raro chorar, quando acorda para mamar, vai resmungando até acordar a pobre da mãe que lhe pega, dá de mamar, muda a fralda e volta a colocar no berço.

Chega a haver alturas em que eu nem acordo, porque não dou por nada.

Noutras alturas, apercebo-me e depois da Joana estar a dormir ainda resmungo também, a ver se uma daquelas magní­ficas mamas me vem parar í  boca, mas… não.

Mas não me custa deixar o exclusivo mamário para a minha filha que cresce a olhos vistos e parece ir pelo caminho do irmão que, aos 3 anos e meio está ainda no percentil 95 de altura.

Claro que se é raro a Joana chorar, quando o faz, é com afinco, lembrando-me claramente a serra circular do carpinteiro que, na casa nova, vai cortando tábuas para fazer acabamentos.

Acima de tudo, a Joana é linda e a mãe capturou isso mesmo na foto que lhe tirou hoje. Por isso, em vez de continuar com conversas, aqui fica a Joana com um mês.

Joana, 1 mês

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