Primeiros passos

Assim, de um dia para o outro, como estas coisas acontecem, a Joana deixou de se sentar sempre que lhe pegamos nas mãos para dar uns passos e começou a dar uns passos agarrada com duas mãos.

Em dois dias, soltou uma das mãos. Agora, para irmos mudar uma fralda, dou-lhe a mão e vamos os dois pelo corredor fora até ao quarto, a andar.

Não faltará muito para que comece a fazer circuitos cá por casa com o irmão.

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Joana, um ano

Joana, 1 ano.
Joana, 1 ano.

 

A Joana completou o seu primeiro ano de vida. Este post já vem atrasado, porque foi no dia 14, como é evidente.

O primeiro aniversário é sempre um bocadinho um tiro no escuro. Com os miúdos naquela fase em que geralmente são mais agarrados í  mãe, encher a casa de gente para lhes fazer uma festa de aniversário é sempre complicado. Mesmo tratando-se da famí­lia, o sábado passado, foi mesmo assim: era a festa da Joana, mas a Joana chorou grande parte do tempo, aborrecida com tamanha comoção.

Teve os seus momentos, claro, mas fico sempre com aquela dúvida de se valeria a pena ter feito uma festa ou se mais valia esperar pelo segundo aniversário para introduzir o conceito de “montes de gente a cantar-te os parabéns”.

Por outro lado, estes eventos ajudam a criar hábito e evitá-los provavelmente não é solução para nada. Certamente que, daqui para a frente e durante muitos anos, a Joana vai vibrar com o seu dia de aniversário, com ter a casa cheia com a famí­lia e amigos e muitas prendas para abrir.

A Joana com um ano é a Joana cada vez melhor. Sempre de dedo esticado a apontar para o que quer, sempre simpática, a dizer olá a toda a gente e a rir-se com facilidade, sempre reivindicativa quando as coisas não lhe correm como quer.

Chegou aos 12 meses com quatro dentes, cada vez mais cabelo, saudável e com os problemas alimentares (intolerância ao leite de vaca), ultrapassados: agora já come tudo e está a descobrir os prazeres da lasagna, devidamente recheada de queijo.

Gatinha a uma velocidade impressionante, que leva o irmão a exclamar: “pai, ela é muito rápida!”; e passa muito do seu tempo de pé, já se tentando largar de vez em quando. Trepa para camas e sofás e volta a descer sem grande hesitação.

Está também cada vez mais verbal. Diz olá a toda a gente e de vez em quando já consegue aplicar outras palavras correctamente, como água, dá, mamã e papá. De vez em quando, sai-lhe uma palavra nova, mas depois não volta a repetir. Neste aspecto, ou fica neste patamar uns meses, ou então vai desenvolver vocabulário muito mais depressa do que o irmão, o que também é uma daquelas verdades tí­picas da paternidade, que as meninas falam mais cedo que os rapazes.

A relação entre os dois varia entre brincadeiras e risotas e o Tiago a encolher-se para que a Joana não lhe toque, como se da peste fugisse. Já ela não tem senão atracção pelo irmão, que lhe desperta sempre um enorme sorriso.

Finalmente, adora música, especialmente se for mexida e dançável e é um gozo vê-la abrir muito os olhos, rir-se e começar a pular, sempre que ouve os primeiros acordes do Fight for your right.

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Previsões concretizadas

A Joana é fresca. Também é mimalha, são dois aspectos em que, em bebé, é diferente do irmão.

Ela encosta a cabecinha no nosso ombro, encosta a bochecha na nossa cara, mas grita e vocifera quando a contrariamos, bate com as mãos na mesa, etc.

Ontem, eu tinha, acidentalmente o pé em cima de uma das orelhas de um dos seus coelhinhos favoritos, ela aproximou-se, tentou sacar o coelho e não conseguindo desatou a gritar comigo e a dar-me murros no pé.

Na altura pensei, “esta miúda vai ser uma mordedora”. Estava mesmo a ver, naquela carinha de raiva, uma boca cheia de dentes a avançar para o meu braço.

Não passaram 24 horas. Hoje, enquanto lhe tentava tirar uma porcaria que tinha apanhado do chão, vendo que estava a usar uma mão para se manter de pé e a outra, fechada num punho apertado, lutando comigo para que não lhe tirasse o que era dela, viu a oportunidade e zás, dentada na mão.

O que vale é que ainda só tem três meios dentes…

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10

Foto tirada pela Dee.

 

Eu ainda sou do tempo em que bastava escrever 10 que estava tudo dito.

Os critérios podem ser os que se entenderem. Mas na minha filha é absolutamente óbvio. Tem dez meses e é um 10 de bebé. Com um dentinho já a espreitar, quase sempre a sorrir, mas já muito vocí­fera quando é contrariada ou não consegue o que quer.

Não gatinha, arrasta-se ou ‘rabeja’, mas nada disso lhe interessa particularmente, porque o que quer é pí´r-se de pé e andar. Numa semana passou de não fazer ideia o que fazer aos pés quando se levanta para passear pela sala, apoiada nas nossas mãos.

Adora música, bate palmas e dança; adora o irmão a quem faz toda a espécie de “maldades” (que ele adora, claro) e já faz aquelas coisas que as meninas fazem de ver o seu herói e dar gritinhos de alegria – o seu herói de momento é o Pocoyo.

 

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Definitely not on the Dark Side

Pego na Joana ao colo e, aproveitando-me da voz cavernosa com que estou, cortesia da minha infecção respiratória e constante tosse digo-lhe, em tom dramático:

– You’re mine now! Join me, and together we will rule the Galaxy!

Ela fez-me um grande sorriso e pregou-me um estaladão na tromba.

The Force is strong with this one…

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