Um dente, mais dois.

Há mais de um mês que a Joana andava com um dente ali quase a romper. Enquanto ela ia tendo uns dias melhores e outros piores, com muito resmungo, dedos na boca e alguma baba, o maldito teimava em não saltar cá para fora, para se juntar aos que já lá estavam.

Hoje, finalmente, saiu.

Mas o que não esperávamos eram os dois molares que se juntaram a ele. Deitámo-la para trás, no banho, para lavar o cabelo e lá estavam eles, um de cada lado em cima, já de fora, prontos a mastigar comidinha mais dura que pão.

Pão porque pão é a coisa favorita da Joana, neste momento. Parece um verdadeiro Homer Simpson, de braço estendido na direcção da despensa, entoando, hipnoticamente: Paaaaão! Paaaaão!

O quejio fica no prato, a carne, o peixe, a massa, fica tudo no prato. Até lhe comprei um hamburger McD há pouco tempo, que ela desmanchou, pondo a carne de lado para comer o paaaa

Deixo-vos com um pequeno registo.

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She likes to move

Que a Joana sabia andar, já nós sabí­amos, mas a sua hesitação em largar-se era evidente. Andava agarrada í s paredes ou de mão dada, mas sozinha, dois passos ou três eram o máximo que conseguia antes de se sentar no chão e voltar ao seu modo de locomoção preferido: gatinhar.

No entanto, no passado Domingo, assim de um dia para o outro, decidiu que afinal andar não era nada assustador e agora já anda para todo o lado. É sempre giro ver como alguns dos marcos de desenvolvimento e autonomização podem ser marcados num calendário. Apesar de serem processos evolutivos, há muitas vezes um momento em que se dá um salto.

E foi assim que no dia 30 de Outubro de 2011, a Joana deu o salto de passar a andar em vez de gatinhar.

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Mais palavreado

Enquanto que o Tiago deixou de dizer cuómere e já diz ‘cromo’ na perfeição (com alguma pena minha, admito), a Joana diz “Tiago” com um entusiasmo apenas igualável ao que demonstra sempre que vê o irmão.

Ainda me impressiona o comportamento dela, que só mostra que um gajo tem um, mas está muito longe de ter visto tudo, tal é a diferença que a miúda tem em relação ao Tiago.

Ainda ontem, saí­a da cozinha de mão dada com a mãe, chega í  porta e diz-me adeus, assim por cima do ombro, toda desfeita em sorrisos e quando lhe mando um beijinho manda de volta, ri-se e depois lá vai ela, pelo corredor fora nos seus Adidas cor de rosa, porque é hora de deitar.

Continua a safar-se bem na escola, embora ainda não fique nada contente de lá ficar, come bem, brinca e dorme bem, o que é excelente sinal.

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Actualizações

As coisas não andam fáceis, para o lado do bloguismo. Não é que não queira escrever, bem pelo contrário, tenho muita coisa para escrever aqui e muita, também, para escrever noutro lado (até o template é default… enfim…)

Preciso de actualizar o próprio Macacos, com ideias que nunca pus em prática, de reorganizar as categorias e estabelecer uma navegação mais amigável para as toneladas de conteúdo que já aqui tenho.

Mas dizer que “não tenho tempo”, é uma tentativa de concentrar num só cliché uma série de questões interligadas que incluem a tal falta de tempo, mas não se resumem a esta.

Tenho parado cerca de quatro ou cinco horas por dia para dormir e pouco mais. Nos fins de semana em que os meus pais ficam com os miúdos (dádiva impagável), tento descansar mais um bocadinho, mas é raro, porque geralmente arranjo sempre qualquer coisa para fazer.

Além do trabalho, que ultimamente tem voltado a extravasar para o fim de semana, há outros projectos que, í  beira da conclusão, exigem o esforço extra e depois, claro, tudo o resto, normal, para quem tem uma casa, miúdos, coisas para tratar.

Nada que seja o fim do mundo, mas ando cansado e no fim, vão sofrendo aquelas coisas que se adiam para fazer naquele bocadinho que nunca existe.

Por exemplo, hoje de manhã, o despertador tocou í s 7:20, desliguei-o mas tocou imediatamente a seguir. Fiquei confuso, porque sabia que o próximo alarme, de segurança, era í s 7:45.

E era, de facto. Mas entre as 7:20 e as 7:45, sou completamente incapaz de me lembrar da minha existência. Esses 25 minutos desapareceram e só depois de algum tempo a pé, a olhar-me ao espelho com ar incrédulo, é que percebi que tive um blackout completo entre o primeiro e o segundo alarme.

Pelo trabalho estamos em frenética fase de Codebits (btw, já fizeram o vosso bot?) e depois de ter estado duas semanas com uma equipa de cinco pessoas reduzida a duas (sendo eu uma delas), digamos que os meus post-its já me tapam o ecrã inteiro…

Em casa, a novidade mais significativa foi a entrada da Joana para a creche. À beira dos 14 meses, juntou-se ao Tiago, na mesma escola e adaptou-se razoavelmente bem, com algum choro í  chegada, mas já com um apego que se vai fazendo notar, pela educadora.

Tem comido bem, dormido a sesta, brincado e dançado com os outros miúdos. De facto, nesta fase, já só lhe falta andar; ou melhor, andar já ela anda, de mão dada, mas falta-lhe a confiança para andar sozinha, dando apenas dois ou três passinhos de vez em quando.

Continua divertidí­ssima, sempre a sorrir e a desfazer-se em gargalhadas í  mí­nima brincadeira. Solta grandes olás quando vê alguém e começa a articular razoavelmente bem outras palavras, como água, mais, dá ou adeus. Razoavelmente bem, claro, para nós, que a percebemos, já que adeus é, por exemplo “ada”. Depois, de vez em quando, imita uma palavra na perfeição, como, recentemente, “papel”, mas não volta a repetir.

O Tiago mantém-se fully verbose com discursos cada vez mais imaginativos, sempre fiéis aos seus temas favoritos: robots, naves, lasers, canhões e minas, zombies, ninjas, monstros e super-poderes.

Embora ainda brinque muito connosco, já tem grandes perí­odos em que prefere fechar-se no quarto de onde se ouvem efeitos sonoros e diálogos complicadí­ssimos entre personagens que inventa com a sua panóplia de brinquedos.

Recentemente, começou aulas de Judo na escola, para explorar a sua motricidade implacável. Conto, daqui a mais dois ou três anos, poder levá-lo comigo para o Gongfu e parece-me que o Judo é uma excelente porta de entrada para ele aprender a mexer nos outros, ser mexido, cair e levantar-se e aprender a aplicar a energia de forma saudável, com um bocadinho de competição í  mistura.

Enfim, este post demorou 20 vezes mais tempo a escrever do que demorará a ler, mostrando que, de facto, isto não está fácil. Sei que devo uma série de posts aos leitores mais assí­duos, nomeadamente, um sobre o ASX ou mais detalhes sobre nutrição e exercí­cio, mas, não se podendo ter tudo, fica este registo e a promessa de que farei os possí­veis para voltar ao teclado com brevidade.

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Dois passos

Foi ontem, sábado, dia 20 de Agosto, que entre mim e o aví´ Artur, a Joana deu os seus dois primeiros passos sem apoio.

Não será necessariamente um salto gigante para a Humanidade, mas é muito bom sinal.

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