Hoje era o dia marcado para a nossa escritura. Finalmente, depois de quatro meses da reserva feita e mais ainda desde que vimos a casa pela primeira vez, fomos assinar a papelada e ver uns cheques passarem de mãos.
Só tinha previsto três cenários de possível desastre: o vendedor desistir de repente, faltar qualquer coisa ou dar-se algum imprevisto que adiasse a escritura e tratarmos de tudo, mas ficarmos sem chave.
Felizmente os dois primeiros não se concretizaram.
Mas começo a achar verdadeiramente assustador como adivinho os problemas que vamos ter. Claro que não ficámos sem chave o que seria, sejamos honestos, idiota da nossa parte. Mas o vendedor não a tinha levado para nos entregar e estivemos í espera que a fosse buscar.
Fomos informados que ainda sobravam alguns livros e outros objectos na casa, pelo que a segunda cópia da chave ficará com o (agora) antigo proprietário, para terminar a mudança.
Como não nos vamos mudar imediatamente, não nos custou aceitar isto.
E a mim, sinceramente, não me custou mesmo nada ver que a casa está praticamente na mesma e que “alguns livros e objectos” são, na verdade, vários móveis, aparelhagens, cadeiras e sofás, camas desmontadas, colchões e até máquinas de lavar e um fogão.
Não me custou, porque, mais uma vez… já estava í espera.
A casa está no estado em que nós já sabíamos que estava – muito mau. Felizmente, agora que a vimos de alto abaixo, com calma, não demos com nenhum problema que não soubéssemos já existir, tirando, claro, os ninhos de vespas que, com o calor, apareceram no sótão.
Já mandei mail í Rentokil.
Mais uma vez, como já nos tínhamos apercebido pelas visitas já feitas í casa, as áreas não estão de acordo com a planta. Há divisões mais pequenas 40 cm de um lado, 30 cm do outro, mas em contrapartida, há outras maiores e o melhor é mesmo que o terraço é bastante maior do que aparece na planta. O saldo, então, entre áreas que afinal são mais pequenas e as que afinal são maiores é positivo.
Concluímos também mais algumas coisas que não tínhamos tido oportunidade de concluir em visitas anteriores por termos tido pouco tempo e, também, por ser Inverno: a zona é muito calma e raramente se ouve o barulho de um carro. A casa é bastante luminosa, apesar de não ser orientada Este-Oeste (mas Sudoeste-Noroeste), estivemos até bem meio da tarde lá e tínhamos luz abundante nas divisões principais. Apesar de já estar algum calor e de se tratar de um último andar, a casa estava fresca e corria uma corrente de ar simpática – em contrapartida, quando voltámos í nossa actual casa, o calor na sala estava insuportável (já mencionei que o ar condicionado da sala avariou quando o calor começou?).
Finalmente, ficou óbvio que assim que começar o Sol, vai ser possível trabalhar no bronze ali mesmo, no terraço, durante a tarde inteira.
Agora começa o contra-relógio para fazer as obras. Cada mês que passar sem as obras feitas é um mês em que estamos a pagar as duas casas, portanto quanto mais depressa dermos andamento í renovação, melhor. Vamos amanhã fazer os contratos básicos de serviços e depois quero começar a documentar fotograficamente todo o processo. Já tenho fotos de como estava a casa quando a fomos ver pela primeira vez, mas ainda não sei se as publico… de toda a forma, assim que tiver o set de Flickr pronto, partilho o link.
(PS: Aqui está o set.)
Espero que se divirtam tanto a acompanhar o projecto como nós, sem dúvida, nos vamos divertir.