Há coisa de semana e meia notei que o Roomba estava com dificuldades em voltar para a base. Começava a rodar sobre si mesmo, fazendo pequenos avanços e recuos, sem sair do mesmo lugar. Finalmente lá dava um códito de erro: nove bips—problema com os sensores.
Apesar de ter aberto aquilo e limpo os sensores todos que encontrei, o melhor que pude, o robot começava a aspirar mas rapidamente parava de novo.
Depois de algumas tentativas tive que me render í evidência: o Quagmire está avariado pela segunda vez em ano e meio. Da primeira vez, foi a roda esquerda e agora, algum sensor que pifou, fazendo com que o Roomba ache sempre que está í beira de um precipício ficando assim incapaz de se mexer do sítio.
Mantenho o que escrevi na minha crítica a este aspirador robótico, mas certamente que tenho novas conclusões a tirar: o Roomba não se aguenta í bronca, quando a bronca é séria.
Cá em casa vivem três seres humanos e nada menos que seis gatos. A sujidade que se gera de um dia para o outro, não é para meninos e consiste, principalmente, de pelo de gato. Parece-me bastante óbvio que o Roomba simplesmente não consegue lidar com tamanha quantidade de porcaria.
Os pelos entram por todo o lado, o robot está sempre sujíssimo no fim da aspiração e—apesar da minha dedicada manutenção—é impossível devolvê-lo a um estado de limpeza impecável. Com o passar do tempo, lá há um componente qualquer que não resiste e vai juntar-se ao coro celestial da sua espécie.
Tendo já, desde o início, observado que o Roomba não lida muito bem com casas pouco arrumadas (chamemos-lhes assim), em que há sapatos no chão do quarto, mobília com pés menos ortodoxos e brinquedos por todo o lado, concluo agora também que o pobre animal não foi feito para limpar casas que… bom… realmente precisem de ser limpas com frequência!
A dúvida existencial é esta… se a casa ideal para o Roomba é uma que está impecavelmente arrumada, praticamente não tem mobília e raramente está suja… para que raio é preciso um aspirador?