Dia de Meo

A coisa começou í  hora marcada – 9:30 – mas não com a chegada do técnico. Foi com uma chamada telefónica avisando que estava uma hora atrasado. Cerca de hora e meia depois, chegou.

Até aqui, nada de estranho… não falharam com o dia da marcação: fizeram-na 15 dias depois de eu ter feito o pedido; também não falharam com a data da instalação: dia 11 de Fevereiro e cá está o técnico a medir e cortar cabo.

Hora e meia de atraso, em Portugal, a uma segunda-feira de manhã é perfeitamente aceitável.

Depois as coisas começaram a correr mal. Feita a passagem do cabo para a sala e a ligação do router 2Wire, o protoclo de configuração não correu bem.

Não percebi muito bem o que estava a faltar, uma vez que o técnico só me dizia que o router não estava a “fazer débitos”; e eu não sei bem o que ele queria dizer com isto. Enviou SMS para o apoio técnico, que vinham com respostas de “indisponí­vel”; ligou para um serviço automatizado de setup, aparentemente sem sucesso e aguardou a manhã inteira que lhe telefonassem de volta com os dados de configuração do serviço.

Às tantas estávamos os dois sentados na minha sala, í  espera que o telefone dele tocasse. Nunca chegou a tocar, mas a certa altura ele verificou o router que, aparentemente, já tinha feito para lá o seu voodoo configurativo.

Seguiu-se a montagem da box e respectivo download de software, que correu sem problemas. O Wi-fi também ficou a funcionar rapidamente e obtive imediatamente ligação com o Mac… resta configurar as máquinas Windows, mas isso é outra dor de cabeça.

Antes mesmo do técnico sair, porém, a imagem da TV congelou. Ele disse-me que era porque tinha ido voltar a ligar o telefone, no hall e tinha-se enganado de desligado o router.

OK.

O técnico saiu e eu fui brincar com os menus; quis mostrar í  Dee a funcionalidade de agendamento de gravações, mas recebi um aviso de “serviço de tv indisponí­vel”; tentei então mostrar-lhe os filmes disponí­veis no videoclube, mas recebi um aviso de “serviço indisponí­vel”.

So far so good, NOT.

Seguiu-se mais um congelamento de imagem na TV, mas entretanto o serviço de agendamento e video on demand voltaram e eu decidi agendar a gravação de qualquer coisa. Escolhi um desenho animado no Panda, que era o mais próximo.

Gravou.

Gravou de metade para a frente, claro e no final, um chorrilho de anúncios. Não só isso com o programa ficou com cortes. Completamente inútil, portanto.

Entretanto, comecei a receber erros de conectividade, do router, ao usar a net no Mac e a programação da TV continuou a ter paragens.

Já liguei para o apoio técnico que me mandou desligar o telefone e micro-filtro, ficando apenas com o router ligado í  linha e a coisa aguentou-se um bocadinho melhor: pelo menos, o router já não parece perder sincronismo… mas a imagem da TV continua a congelar.

Epá… imagem de TV fluí­da, até com uma antena interior eu consigo.

Portanto, as primeiras impressões do Meo não são más: são péssimas! A instalação correu mal, o serviço de TV funciona mal, a rede cai, a funcionalidade de agendamento é inútil porque não grava os programas inteiros e o video-clube online, aparentemente, nem sempre está disponí­vel.

Felizmente, continuo a ter a Cabovisão ligada.

[tags]meo[/tags]

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Melhor sequência de três músicas de sempre

A melhor sequência de três músicas de sempre só pode ser ouvida em Portugal. Aliás, hoje em dia, será difí­cil escutar esta magní­fica combinação de três temas. Digam lá se não se sentem com 11 anos quando imaginam esta sequência:

  1. Tema dos Filmes Castelo Lopes
  2. Fanfarra da 20th Century Fox
  3. Tema de abertura do Star Wars

Whoa… até dá arrepios!

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Constatação do dia

Tocar guitarra com frieiras é má ideia.

[tags]guitarra, frieiras[/tags]

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Regras básicas de carnaval para crianças

Muito bem, já passou o carnaval, essa dantesca época do ano. Este ano passou-se melhor, aqui pelo burgo, já que graças í s obras do metro, a câmara não pí´de montar o sistema de som que costuma bombar samba durante duas semanas nesta altura do ano.

O carnaval é uma festa sem grande sentido – como tantas outras – muito transformada num grande circo despropositado para a estação do ano em que é festejado no nosso paí­s. Mas a imitação do carnaval brasileiro (ironicamente, criado pelos portugueses por volta do século XVI), não é especialmente pior do que as tradições mais portuguesas que são muitas vezes lúgubres e medonhas.

O único grupo para quem o carnaval ainda pode ter algum sentido é o das crianças. Os miúdos podem achar piada a mascarar-se, atirar serpentinas e balões de água (o que, a meio do Inverno é extremamente agradável). Qualquer pessoa acima de, digamos, 15 anos, devia deixar-se dessas merdas.

Ah, já me esquecia, o carnaval é também muito importante para os gays de armário que aproveitam esta época para se vestirem de mulher. Mas disso já falei.

Mas voltemos aos miúdos. Acho que não é difí­cil chegar a certas conclusões sobre como conciliar crianças e carnaval, mas pelo que vi nas ruas esta semana, parece que algumas pessoas precisam de um manual. Portanto, eis que me sacrifico novamente em prol do bem comum e aqui vai:

Primeiro que tudo, se o miúdo é demasiado novo para perceber o que se passa, não o mascarem. Eu sei que eles são muito giros e que apetece brincar, mas as crianças não são brinquedos, são pessoas.

Mascarar um miúdo que não sabe sequer o que é o carnaval, serve apenas para satisfação dos adultos e não da criança. E se é divertido colocar coisas nos nossos bebés, vesti-los de borboleta da cabeça aos pés e depois arrastá-los pelas ruas da cidade é puro egoí­smo exibicionista dos pais e não tem absolutamente nada a ver com a diversão da própria criança.

Em segundo lugar, se a criança já em idade para perceber o que é mascarar-se, mas não gosta de se mascarar… não a mascarem! Vi muitos miúdos divertidos com os seus fatos de superman e zorro, fada e princesa, mas a verdade é que vi um punhado deles envergonhadí­ssimos, de olhos colados no chão, com vontade de se meter num buraco.

Vi uma pirata que se pudesse, fazia-se ao mar e não voltava.

Qual é o objectivo de mascarar os miúdos se eles não querem mascarar-se? Se têm vergonha e são tí­midos, porquê vesti-los e pintá-los e desfilá-los pelas ruas da cidade? Mais uma vez, parece-me um prazer egoí­sta de algumas mães e alguns pais que querem exibir o seu rebento em trajo de cowboy, talvez com a esperança de que o seu seja o melhor disfarce da Freguesia.

Terceiramente: Se os putos acham piada e querem mascarar-se… why not? Eu não gosto do carnaval, não me diz nada, mas se o Tiago, quando lá chegar, quiser mascarar-se, estou í  vontade com isso. O mesmo não poderia dizer, por exemplo, se ele quisesse montar um presépio no natal. Aí­ teria que lhe explicar que Jesus, Maria e José são os arautos do Mal, trazendo apenas discórdia, segregação, violência e morte.

Mas mascarar-se no carnaval pode ser fixe, quando se tem 2 anos, 4, 9 ou mesmo 12.

[tags]carnaval, crianças[/tags]

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It’s all a matter of…

TIMING!

A palavra é “timing”! Se vão armar-se em cagões e usar inglês na vossa escrita, ao menos aprendam regras básicas de gramática.

“Timming” lê-se “tí­mingue” e não “táimingue”, acabam por se armar em espertos e sair com um autocolante de “burro” na lapela.

Nota, posterior, adicional para os mais distraí­dos: por favor notem a diferença entre “timing” e “timming”, é como um daqueles jogos “descubra as diferenças”, muito simples porque só existe uma: A QUANTIDADE DE LETRAS EM CADA UMA!

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