Da brutalidade

O par de faixas “Deep water”/”Machinegun” (Portishead – “Third”), é provavelmente das coisas mais brutais que já ouvi nos últimos tempos.

A primeira parece uma radio song dos anos 20, com ukelele e coro masculino e a segunda é um monólito electrónico-psicadélico que aos 2:40 dispara de intensidade e culmina num lead mono de sintetizador digno de um filme série B dos anos 80.

Começo a arrepender-me de não ter comprado bilhetes para o concerto.

[tags]portishead, third, deep, water, machine, gun[/tags]

1 comentário

Portishead – Third, take 2

OK, já ouvi o third umas quantas vezes e a minha conclusão é: os gajos largaram a erva e o álcool neste álbum. Sim, sem dúvida: dedicaram-se ao LSD.

O disco está cheio de ritmos hipnóticos, minimais e repetitivos – um gajo entra em transe. Há faixas que não estariam minimamente deslocadas num álbum de 68 dos Pink Floyd.

Depois há uma secção do “Machinegun” que encaixaria na perfeição na banda sonora do Terminator.

Ou seja: não é o Dummy. Mas é muito bom.

[tags]portishead, third[/tags]

3 comentários

Asia Carrera is my hero

Eu já achava que a Asia Carrera era a maior do mundo. Pianista clássica desde criança, membro da Mensa, sysadmin dos seus próprios servidores Linux e, claro, uma das mais famosas pornstars do mundo.

E agora descobri que, depois do marido ter morrido num horrí­vel acidente de viação, quando ela estava grávida de sete meses, a senhora fez o seu próprio parto sozinha no chão da sala!

Tipo, sozinha. A parteira não apareceu.

Acredito sinceramente que a Asia Carrera ainda vai descobrir a cura para o cancro.

[tags]asia, carrera, baby[/tags]

6 comentários

Portishead – Third

Porque é que há discos tão bons, tão bons, que os artistas nunca mais conseguem o mesmo impacto daí­ para a frente? Depois de ouvir o “Third” pela primeira vez a minha reacção é imediatamente: “não, não chega aos calcanhares do Dummy”.

Aqui vou, ouvir novamente…

Edit: como já percebi que muita gente aterra aqui e segue directo para a caixa de comentários para me dizer como estou enganado, permitam-me que esclareça que gosto muito do Third, já o ouvi inúmeras vezes e cada vez gosto mais. Mantenho o que escrevi: não teve o mesmo impacto em mim, que o Dummy teve, quando saiu. Lamento, mas é verdade.

Aqui fica o disclaimer e mais um pouco sobre o assunto e ainda mais umas notas.

[tags]portishead, third[/tags]

9 comentários

Dores

Hoje, quando acordei, apercebi-me que não ia conseguir sair da cama facilmente. Estava com uma dor de costas descomunal.

Aliás, com várias dores de costas.

Uma lombar, uma ou duas dorsais e uma cervical que nem me deixava virar a cabeça. Em suma, um destroço.

Tomei um grande duche a ferver e dois brufenes, mas a ajuda foi pouca. Passei o dia inteiro sem saber se havia de estar de pé ou deitado e cada vez mais me convenço que a minha cama me quer matar.

Aliás, eu não me dou bem com mobí­lia de quarto. Duas camas, três colchões e umas dez almofadas diferentes, a última das quais me custou 200 euros: todos me tentaram assassinar ou estropiar ou o último, seguido do primeiro.

Já fiz Taijiquan, durante uns anos – sem grande impacto nas minhas dores constantes. Mas fiz Taijiquan porque gosto e não com qualquer esperança que me ajudasse. No entanto já fiz várias coisas especí­ficas, como os leitores mais antigos já saberão: fiz mesoterapia, fisioterapia, massagem, osteopatia e acupunctura.

A único resultado, obtive-o na mesoterapia: dezenas de injecções directamente nos músculos do pescoço tiravam-me as dores e deixam-me, ainda hoje, a suspirar por agulhas. Fantasio ser injectado com montes de drogas potentí­ssimas.

Mas, como se vê, a meso não foi permanente, nem nada que se pareça. Aliviou-me, talvez, durante um mês ou dois, após o que voltaram as dores permanentes. Às vezes, quando as dores são mais fortes, como hoje, pergunto-me se todos os adultos do mundo viverão assim, com dores permanentes numa parte do seu corpo.

Um joelho, as costas, uma anca, as mãos, o pescoço… ou até mesmo a cabeça. Será que é assim a realidade de toda a gente, com dores permanentes, diárias, non-stop, ad infinitum e tirem-me mas é daqui que isto já não tem graça?

Bom, claro está que se segue uma sondagem, que dizem vocês? Dores permanentes? Crises ocasionais? Ou desconhecem totalmente o conceito?


13 comentários