Ao que parece, o Presidente (vénia) está preocupado e resolveu falar ao país. Ignorava o facto, mas como hoje em dia é quase impossível fugir a estas coisas, acabei por ser informado, a meio da tarde, da tal comunicação í Nação.
Ao que parece era sobre qualquer coisa a ver com o Açores, que aposto que ninguém quer saber. Não acho bem nem mal, é mesmo assim.
A única coisa que me aborreceu em tudo isto foi quando li uma notícia sobre o assunto, por sinal, da Agência Lusa que versa:
“Eu já disse o que tinha a dizer. Mas, se não considera-se que se estava perante um precedente muito grave para o equilíbrio de poderes dos órgãos de soberania, eu não teria falado”
Evidentemente, o que o Presidente (vénia, plié) quis dizer era “se não considerasse“. Mas hoje em dia, o português vai pela janela fora e já nem os media têm cuidado com o que escrevem, quanto mais com como o escrevem. Quem sabe, pode ser que um dia seja feito um acordo ortográfico para que “-se” e “sse” sejam intermutáveis í vontade de quem escreve e mesmo “ce” ou o fantástico e imaginário “çe” que tanta gente usa.
Enfim, há que fazer uma vénia (vénia, vénia, port de bras): o Presidente (ok, chega), diz “pugrama” e “pugresso”, o que esperavam do povo?