Hoje, quando acordei, apercebi-me que não ia conseguir sair da cama facilmente. Estava com uma dor de costas descomunal.
Aliás, com várias dores de costas.
Uma lombar, uma ou duas dorsais e uma cervical que nem me deixava virar a cabeça. Em suma, um destroço.
Tomei um grande duche a ferver e dois brufenes, mas a ajuda foi pouca. Passei o dia inteiro sem saber se havia de estar de pé ou deitado e cada vez mais me convenço que a minha cama me quer matar.
Aliás, eu não me dou bem com mobília de quarto. Duas camas, três colchões e umas dez almofadas diferentes, a última das quais me custou 200 euros: todos me tentaram assassinar ou estropiar ou o último, seguido do primeiro.
Já fiz Taijiquan, durante uns anos – sem grande impacto nas minhas dores constantes. Mas fiz Taijiquan porque gosto e não com qualquer esperança que me ajudasse. No entanto já fiz várias coisas específicas, como os leitores mais antigos já saberão: fiz mesoterapia, fisioterapia, massagem, osteopatia e acupunctura.
A único resultado, obtive-o na mesoterapia: dezenas de injecções directamente nos músculos do pescoço tiravam-me as dores e deixam-me, ainda hoje, a suspirar por agulhas. Fantasio ser injectado com montes de drogas potentíssimas.
Mas, como se vê, a meso não foi permanente, nem nada que se pareça. Aliviou-me, talvez, durante um mês ou dois, após o que voltaram as dores permanentes. Às vezes, quando as dores são mais fortes, como hoje, pergunto-me se todos os adultos do mundo viverão assim, com dores permanentes numa parte do seu corpo.
Um joelho, as costas, uma anca, as mãos, o pescoço… ou até mesmo a cabeça. Será que é assim a realidade de toda a gente, com dores permanentes, diárias, non-stop, ad infinitum e tirem-me mas é daqui que isto já não tem graça?
Bom, claro está que se segue uma sondagem, que dizem vocês? Dores permanentes? Crises ocasionais? Ou desconhecem totalmente o conceito?