Graças í Jonas, fomos ontem ver a ante-estreia do terceiro filme da série X-Men e aquele que é também o pior dos três.
Desde que, há mais de duas décadas atrás, descobri no fundo de um caixote, uma velha revista de quadradinhos, já sem capa, que contava as aventuras de um grupo de super-anti-heróis mutantes, que sou fan dos x-men.
Com o tempo, a BD deixou de me interessar: as histórias principais dos x-men já tinham sido contadas e aquilo começava a ser demasiada reciclagem com introdução de personagens novos… alguns completamente ridículos, como o Gambit que, entre outras coisas, lançava cartas de jogar.
Mas ocasionalmente gosto de revisitar as velhas histórias, sobretudo da época do John Byrne e a saga da Phoenix.
Era com algum entusiasmo que esperava o terceiro filme, que tinha a obrigação de contar a história deste complicado personagem.
Acho lamentável que o Bryan Singer tenha abandonado o projecto e levado consigo membros da equipa que fez os dois primeiros filmes. O terceiro x-men perdeu claramente com isso e fico agora na expectativa de que o Superman Returns seja um filme verdadeiramente fabuloso, para que tenha valido a pena “estragar” os x-men.
Claro que, um homem de collants azuis com as cuecas por fora das calças dificilmente dá “um filme fabuloso”, apesar de eu até gostar do superman.
X-Men: The final stand, sofre de diversos problemas. Além da saída de Bryan Singer como impulsionador do projecto, o realizador levou também consigo para o Superman, James Marsden (Cyclops), que, não sendo um grande actor, desempenhava um papel central na equipa de super-heróis, como toda a gente sabe. E assim, foi preciso matar (? – não se chega a perceber bem, no filme…), um personagem central.
Aliás, na primeira metade do filme, morrem dois personagens centrais aos X-Men: Cyclops e o próprio Professor Xavier.
Estas duas baixas, especialmente a de Patrick Stewart, retiram logo uma grande fatia do potencial da história.
História que, de si, já é bastante fracota. A ideia não é má: uma companhia farmacêutica descobre uma “cura” para o gene x, contrariando a mutação. Mas o desenvolvimento é pobre e não explora o potencial dos personagens.
Notoriamente inexplorada é a Phoenix – uma personagem fantástica na BD – que no filme passa 80% do tempo de pé, parada, calada e a olhar para o infinito. É verdade que quando entra em acção, Famke Jansen é o centro da melhor cena do filme: a morte do Professor Xavier, mas esperava muitíssimo mais.
As lacunas do filme são preenchidas com um exército de mutantes, a maioria dos quais inúteis e um bocado inventados í pressão que não adicionam nem retiram grande coisa í história e acabam por roubar o palco aos personagens principais.
Vale a pena ver, para fans da série, mas não chega aos pés dos dois primeiros filmes.