Continuo a odiar palhaços. Odeio-os com todas as minhas fibras.
Hoje de manhã, estava já um pouco atrasado e tinha menos de dois minutos para apanhar o barco das 9:30. Comecei a correr, mas ao chegar í estação da Transtejo deparei-me com um triste espectáculo: palhaços.
Uma palhaço a andar de um lado para o outro e outro palhaço, sobre andas, a tocar acordeão. As pessoas, aparvalhadas, paravam para olhar para aquela hedionda palhaçada e eu, apressado, a esquivar-me para tentar entrar no terminal.
É que os palhaços estavam mesmo í porta do terminal dos Cacilheiros, dificuldando a passagem. Mas o pior estava para vir.
DENTRO do terminal, havia uma palhaça, também sobre andas, que me obrigou a dar uma volta fatal, perdendo, definitivamente, o barco. Puta de merda!
Nem sei descrever o esforço moral intenso que tive que fazer para não atirar aquela vaca das andas abaixo! Aqueles sorrisos patéticos, aquelas caras pintadas, que ÓDIO!
Mas que porra estavam aqueles palhaços a fazer ali í quela hora da manhã? Não saberão que é hora de ponta? Que as pessoas têm pressa? Que precisam de apanhar os transportes? Não tinham sítio melhor para estar que í porta do terminal?
Não cheguei a perceber o que estavam lá a fazer, mas cheira-me que seria uma qualquer campanha publicitária. É por isso que, além de palhaços, odeio profundamente publicidade.
Acho que estão bem uns para os outros: palhaços e publicitários; são a mesma corja e mereciam uma viagem só de ida í s profundezas do Tejo.
