Dias do fim

No fim de semana que passou – e graças à minha sogra que me inscreveu – fui a um estágio de Taijiquan com o Master Yang. Foi excelente rever as pessoas, especialmente a velha guarda e o estágio foi bastante bom e deu para aprender toda a segunda parte da forma clássica Yang, em que eu nunca tinha sequer tocado.

E teria até aprendido a terceira parte, mas no Domingo voltei para casa no fim do período de treino matinal com uma dor de cabeça inexplicável e cheguei à conclusão que não ia conseguir completar a quarta parte do estágio.

Foi pena, mas não posso dizer que não tenha aproveitado o tempo de treino. Consegui aprender a segunda parte e corrigir muitos pormenores da primeira.

Durante o estágio, optei por ficar num dos grupos mais iniciados e aproveitar para melhorar a minha forma, em vez de me colar aos mais graduados só para estar no grupo da frente.

Infelizmente ainda se vê muitas pessoas nos estágios a fazer isso… talvez pensando que assim aproveitam melhor o dinheiro que deram pelas aulas, mas no fundo, acabam way in over their heads e não aprendem grande coisa.

Mas também, estas pessoas são quase sempre de fora da escola, acho que lhes falta o espírito YMAA :)

Entretanto não posso dizer que as coisas andem muito bem… o meu sono anda bastante errático, as dores de cabeça, de costas, de pescoço são cada vez mais frequentes e, por vezes, insuportáveis.

O trabalho preenche quase todo o meu tempo e, sinceramente, está a tornar-se esgotante. Apesar do projecto ser dos mais interessantes em que trabalhei nos últimos anos e representar algum do meu melhor trabalho, quer a nível de design, quer de ilustração… há limites para tudo. E o meu limite para sair do escritório todos os dias entre as oito e as nove da noite, está a ser ultrapassado.

E assim torno-me irascível e intolerante e apetece-me desfazer toda a gente à porrada. Valem-me alguns amigos que fiz dentro da empresa e com os quais passo alguns momentos mais descontraídos durante o dia. O stress da espera pelos resultados da amnio também não estará a contribuir para a minha boa disposição, mas a maior parte do tempo tento não pensar muito no assunto, confiando que assim o tempo custará menos a passar.

E é assim que os dias vão passando. Faço um esforço por me manter mais ou menos no centro e não me desiquilibrar… estarei a ficar velho? Onde está a minha faceta de adolescente angustiado?

Não sei… nem quero saber.

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Amnio

Fomos hoje fazer a amniocentese. Fomos, é como quem diz…

O exame foi rápido e relativamente indolor e não ficou a mínima marca na barriga da Dee. E eu que andei a googlar sobre amniocentese e vi várias fotos de mulheres com enormes pensos ensanguentados na barriga.

Nem uma marca.

Depois da amnio, foi altura da imunoglobolina, por causa da nossa incompatibilidade sanguínea e just in case de ter havido misturas de sangue na entrada ou saída da agulha.

Agora temos que esperar entre duas e três semanas para saber o resultado. É um tempinho a roer as unhas, mas acredito que o resultado só possa ser bom.

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Welcome back, Insomnia

De terça para quarta feira dormi, finalmente, quatro horas. Estava acordado desde Domingo de manhã, num total de mais de quase 70 horas.

Já dos meus tempos áureos de quatro horas de sono por semana que não andava assim… a paroxetina que ando a tomar desde finais do ano passado tinha-me ajudado a controlar um pouco o sono, mas agora chegou o caos completo.

Durante o período insone tive dois ou três blackouts, mas não acordei vez nenhuma numa nave espacial… tenho que continuar a tentar.

Vou agora para a cama, para ver se a coisa melhora… vale-me o fim de semana prolongado que se avizinha.

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A minha incapacidade de andar de carro

Aqui há uns meses atrás fui com o meu pai e o meu avô à Luz e se para lá correu tudo bem, no regresso senti-me enjoado no banco de trás.

Mais recentemente, um colega deu-me boleia até Almada e eu fiquei seriamente mal disposto. Tivemos que parar em Monsanto, onde eu estive quase a vomitar, mas sem sucesso. Acabei por ter que ficar à entrada de Almada e ir o resto a pé, de enjoado que estava. Mas como me tinha deixado dormir no banco de trás durante parte da viagem, atribuào enjôo a esse facto.

Ontem, outro colega deu-me uma curta boleia até ao Cais do Sodré e eu ia vomitando as tripas!

É impossível! Tenho que me render à evidência de que não consigo ser passageiro num automóvel… O mais curioso é que de vez em quando tenho que fazer viagens de táxi e nunca enjoei… o que se passará?

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