Ao que parece, hoje é halloween. São dez da noite, a Dee está no banho a tentar esquecer um dia difícil e eu estou aqui sentado a viciar-me no Konfabulator.
Começam a tocar í porta furiosamente. O meu cérebro dispara com possibilidades de emergências diversas e corro para a porta. Eram dois putos mascarados… mas que merda é esta?
Em que país estamos, afinal? De quem foi a ideia de importar uma celebração que não tem qualquer significado no nosso país? Que se seguirá? O dia de los muertos mexicano?
Bom… se pensarmos bem, o Carnaval, um pouco por todo o país, mais não é que uma mímica des-cerebrada do que se passa no Brasil (embora lá seja Verão e cá, Inverno).
Eu nem me lembro que é halloween, o que é que é suposto eu fazer? Dar doces í s crianças?
Sou capaz de apostar que tudo isto começou com uma reunião de administração de uma qualquer empresa… de chocolates, por exemplo. Alguém se lembrou que se tivéssemos Halloween no nosso país, seria mais uma oportunidade para aliviar os tansos do seu dinheiro.
E de facto, está a tornar-se cada vez melhor negócio: agora já se vendem máscaras, papelinhos, bisnagas de água e serpentinas duas ou três vezes por ano… carnaval, ano novo e agora o halloween.
Costumo dizer, meio a sério, meio na brincadeira, que o marketing é a representação do Mal na Terra. Sem implicações bíblicas. O Mal, simplesmente, como ele foi já representado por Hitler ou Pol Poht. Mas confesso que já achei mais piada a esta frase… começo a preocupar-me.
Um dia, bastará por um poster a dizer “senta”…