Sobre o sono

Nos últimos dias, ou talvez mesmo nas últimas semanas, tenho estado embebido numa espessa camada de sono.

À medida que os dias passam (e que se aproximam as minhas férias), o meu sono aumenta. Acordo com uma dificuldade colossal, arrasto-me para a fora da cama como se tivesse sapatos de cimento e nem o banho me acorda por aí­ além; apesar de o tomar frio.

A viagem nos transportes é um desafio em que entro e saio de estados de sono superficial resultando numa sensação de cansaço extremo quando finalmente chego ao escritório.

O dia de trabalho é um sofrimento de pálpebras pesadas e zumbidos dentro do crâneo e depois de almoçar o dia torna-se uma alucinação nebulosa. A total falta de conforto nos vários sí­tios onde tento dormir (no chão debaixo da minha secretária, na casa de banho sentado na sanita, na minha cadeira com a cara apoiada nos braços), só faz com que as minhas tentativas me deixem ainda mais exausto.

Se me perguntassem agora o que faria se ganhasse o euromilhões, responderia, sem dúvida: “dormia”.

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2 comentários a “Sobre o sono”

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