Bom… a aventura do Denon não se ficou pela última história. Terminei esse post dizendo que o amplificador estava avariado… mas vejamos em detalhe o que se passou.
Depois de fazer as ligações básicas (cabo óptico do DVD Pioneer para o amplificador e um par de colunas frontais ligados), liguei o amplificador no botão on/off e ele acendeu a luz vermelha do standby. Até aqui tudo bem.
Segue-se o carregar no standby para ligar o aparelho… a luz passa a verde intermitente e inicia-se o auto-diagnóstico. Mas não passam 5 segundos sem que o amplificador passe para standby novamente, mas desta vez com uma luz vermelha intermitente.
Depois de algumas tentativas infrutíferas, lancei-me ao manual. Por momentos fez-se luz: este aparelho está equipado com um circuito de protecção rápido, blah blah, fios das colunas em curto-circuito, blah blah, sobre-aquecimento.
Ok… devia ter qualquer cabo cruzado e o amplificador desliga-se para se proteger. Inteligente!… mas não. Não tinha cabo nenhum cruzado, nem aquilo estava quente, claro: tinha acabado de sair da caixa.
Para a caixa voltou.
Peguei nos 15 kg. e levei-o í Fnac… “Mas vocês não vendem nada que não esteja avariado?”, perguntei atirando o caixote para cima do balcão. Algum tempo depios tinha cinco empregados da Fnac de volta do Denon.
Um deles insitiu em garantir-me que o aparelho não estava avariado. O que era é que estava em modo económico! (?)
Eu li o manual de capa a capa, como habitualmente… e atrevi-me a dizer “mas o manual fala num circuito de protecção… acho que é isso que está a disparar sem razão”.
Sim, claro… era o circuito de protecção. Estava bloqueado e era preciso uma combinação de teclas introduzida no comando í distância.
Eu: “Então isso deve vir no manual…”
Não, não vem… podia-se ver no site, mas não está disponível.
Aqui calei-me. A tanga já era tanta, que já me fazia lembrar o Tarzan. O aparelho tem um circuito de protecção que, aparentemente, eu disparei. Mas depois de se proteger, não se volta a desproteger, senão por meio de uma combinação de teclas no comando que, ainda por cima é secreta, não vem no manual, só no site que por azar, não está disponível!
Ok, então e agora? Bom, agora, na segunda-feira vem um colega que sabe a combinação. Ok, vamos lá entrar na peça de teatro deste senhor… pronto, tá bem, então segunda venho cá buscá-lo e já agora ensina-me essa combinação de teclas, porque estou a ver que vou ter que a usar.
Segunda-feira, a meio do dia, senti-me mal, com uma das minhas cólicas míticas… depois de várias visitas ao wc da PT, tomei um Imodium e rumei í minha cama. Estava eu a dormir vestido e torcido com cólicas quando recebi uma chamada… “Olhe… nem sei como lhe dizer isto”. Não é uma boa maneira de começar uma chamada pois não?
Os colegas tinham-se esquecido de mandar o aparelho. Mandar? Sim… mandar, para o representante. Então, mas e o colega que o ia desbloquear? Pelos vistos não… está mesmo avariado, de repente a combinação de teclas deixou de existir… aliás, nunca existiu. Mas na terça-feira í hora de almoço pode ter a certeza que vai ter cá um aparelho novinho em folha, para trocar.
Eu, que na altura já estava também com alguma febre, já aceitava até que me mandassem o amplificador por peças, pelo correio, para eu montar.
Terça-feira depois de almoço, ainda em casa e com sintomas típicos de gripe, liguei para a Fnac… Um Denon 2105? Por acaso acabou de chegar um… Seria possível?
Bom… apesar de me apetecer tanto sair de casa como ser assaltado num beco escuro por três ursos pardos, meti-me no carro e fui buscar o amplificador que, como já expliquei, pesa 15 kg. Foi a terceira vez que carreguei com ele, mas desta vez tive que descansar a meio, porque estava mesmo a sentir-me mal.
Em casa, montei o amplificador e fiquei muito contente! É um amplificador bestial e põe o sistema pequenino da Creative a um canto.
Isto durou até quarta-feira. Estava eu a ouvir o Tubular Bells 2003 em mistura 5.1 quando uma explosão vermelha se deu dentro do amplificador, fazendo-se seguir por uma nuvem e fumo branco.
Com quase 38 de febre, a suar como um porco, com dores de cabeça, moleza generalizada e o intestino agora completamente parado pelo imodium, peguei nos 15 kg. pela quarta vez, decidido a não sair da Fnac sem ter morto pelo menos um dos caixeiros.
Cheguei e expliquei o que se passou, já muito bem humorado e talvez um pouco delirante da febre e de ter sido parado num auto-stop numa quarta-feira í tarde por um senhor polícia que me fez continência e observou o meu carro de alto abaixo, enquanto pela cidade, dezenas de pessoas conduzem e falam ao telemóvel todos os dias.
Esperei, esperei e de repente sai-me o Rui (já sei os nomes deles), lá de trás com uma caixa de um Denon 2105. Fiquei incrédulo e bastante desconfiado. Então… isso é para mim? Era. De sábado a terça não tinham nenhum em stock… mas na quarta-feira já tinham um novo.
Coincidência? Ou os fulanos que “arranjaram” o original já sabiam que mais tarde ou mais cedo eu ia voltar com um pedaço de metal e plástico inutilizado?
Pela quinta vez, transportei os 15 kg. de Denon para o carro e depois para casa… ao todo, fiz 10 viagens com o Denon ao colo… tecnicamente, transportei 150 kg. de electrónica de ponta.
Mas porra… é um excelente amplificador!